Segunda, 17 de Janeiro de 2022 06:40
Cultura Mato Grosso do Sul

Ano da retomada da Cultura no Estado, 2021 marcou a volta dos eventos presenciais

O ano de 2021 foi um ano marcante para a Cultura de Mato Grosso do Sul. Depois de ter se iniciado com a maioria dos eventos online, sem o nosso tra...

19/12/2021 05h00
Por: Redação Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ano de 2021 foi um ano marcante para a Cultura de Mato Grosso do Sul. Depois de ter se iniciado com a maioria dos eventos online, sem o nosso tradicional e animado carnaval, a partir do segundo semestre a Retomada trouxe esperança para o setor. Aos poucos foram sendo retomados os eventos presenciais e foram reabertas algumas unidades da Fundação de Cultura de MS.

Como não foi possível realizar o Carnaval 2021, a Fundação de Cultura realizou com a Lienca (Liga das Escolas de Samba de Campo Grande) o Projeto MS Meu Samba, com o objetivo de apoio à Liga e aos artistas que encontravam-se em situação de vulnerabilidade social, pois a renda básica obtida por essas famílias vem do carnaval. Foram realizadas oficinas nas escolas de samba, buscando a capacitação de profissionais e também para toda a comunidade. O valor que a FCMS repassou para as escolas de samba para a implementação do projeto foi de R$ 250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais).

A Fundação de Cultura também proporcionou a participação de artesãos e entidades do artesanato de Mato Grosso do Sul em Feiras de Artesanato nacionais. Uma delas foi o 14º Salão de Artesanato - Raízes Brasileiras em Brasília/DF. Foi ocupado um espaço coletivo de 50m², durante o evento, para divulgação e comercialização de produtos artesanais de Mato Grosso do Sul. Foi realizado de 27 a 31 de outubro de 2021, na Arena de Eventos do Pátio Brasil Shopping em Brasília/DF. Ficou sob a responsabilidade da FCMS transportar as peças de artesanato de Campo Grande/MS a Brasília/ DF e de Brasília/DF a Campo Grande/MS. O valor em vendas e encomendas foi de R$ 167.753,50 com 45 famílias atendidas. Foram vendidas 5.130 peças.

Outras oportunidades para o artesanato foram a 21ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) e a 32ª Feira Nacional de Artesanato. A Fenearte acontece de 10 a 19 de dezembro de 2021, em Olinda, Pernambuco, e a 32ª Feira Nacional de Artesanato aconteceu de 07 a 12 de dezembro, em Belo Horizonte, Minas Gerais. O edital selecionou artesãos e entidades cujas peças vão ser expostas um espaço coletivo de 36m² para 21ª Feira Nacional de Negócios do Artesanato –  FENEARTE, 50m² para 32º Feira Nacional de Artesanato em BH, para divulgação e comercialização de produtos artesanais de Mato Grosso do Sul na Feira. Ficou sob a responsabilidade da FCMS o transporte das peças de artesanato. Foram disponibilizadas 6 (seis) vagas para cada uma das feiras, totalizando 12 (doze) vagas, sendo 2 (duas) para artesãos individuais e 4 (quatro) para entidades representativas do artesanato (pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos), para cada Feira.

Um novo fôlego para os amantes da cultura e para toda a população campo-grandense foi o “1º Festival Campão Cultural – Arte, Diversidade e Cidadania”. Com mais de 150 atrações e 14 dias de atividades gratuitas, novo festival foi o maior do Estado com programação voltada para a diversidade e cidadania.

O evento, que aconteceu de 22 de novembro a 05 de dezembro de 2021, foi o primeiro grande festival da Capital sul-mato-grossense. Com a marca da diversidade, cidadania e cultura de rua, o “Campão Cultural” abrangeu abranger mais de 20 áreas e teve nomes representativos da cultura brasileira, entre eles, Atitude 67, Renato Teixeira e Duda Beat, os rappers Djonga e Dexter, a grafiteira RafaMon, os escritores indígenas Casé Angatu e Auritha Tabajara, o designer Sérgio Matos e o Grupo Corpo, considerado uma das companhias de dança mais importantes do País e que se apresentou pela primeira vez em Campo Grande.

As ações do festival contemplaram as sete regiões da Capital, atingindo a população de mais de 10 bairros campo-grandenses, além dos distritos de Anhanduí e Rochedinho. O projeto faz parte do programa “Retomada” do governo de MS, que investiu R$ 800 milhões na economia e contemplou diversos setores afetados pela pandemia de Covid-19. “A cultura está entre os principais eixos assistidos por esse pacote.  

Neste final de ano, o Museu da Imagem e do Som tomou novo fôlego, com a 4ª M.A.D.I: Mostra de Arte Digital. A ideia é ressaltar a imersão dos espectadores no ambiente virtual para a fruição artística. Em sua 4ª edição a iniciativa apresentará trabalhos inseridos nas linguagens da Arte & Tecnologia, tais como computação gráfica, fotografia e vídeo, produzidos por acadêmicas e acadêmicos da Graduação em Artes Visuais/FAALC/UFMS no decorrer do ano de 2021.

Mas a primeira sessão presencial noturna de cinema do MIS foi com a exibição do filme premiado “Madalena”, como uma forma de retomada dos eventos presenciais, respeitando os protocolos de biossegurança. A exibição foi no dia 8 de dezembro de 2021, quarta-feira, às 19 horas, no MIS, que fica no 3º andar do Memorial da Cultura. Mas as atividades presenciais vão recomeçar pra valer no museu a partir do próximo ano.

Para o presidente da FCMS, Gustavo Castelo, Cegonha, “2021 foi um ano que tivemos que continuar nos adequando às restrições sanitárias e ao mesmo tempo nos preocupando com os trabalhadores e trabalhadoras da área artística e cultural, e a partir de agosto iniciamos a retomada dos eventos culminando com o sucesso do Campão Cultural, em 2022 vem muito mais ações, já iniciando com a publicação do edital do FIC, com o dobro de investimentos, estamos todos juntos nessa nova realidade”.

O secretário João César Mattogrosso chama atenção para os investimentos para fomentar a cultura em Mato Grosso do Sul. “2021 entrou para história com o maior pacote de investimentos já realizado para cultura em nosso Estado nesse processo de retomada. Através da sensibilidade do Governador Reinaldo Azambuja, junto com toda equipe da Fundação de Cultura, formatamos um pacote robusto que contempla novos editais, FIC 2021 e 2022, restauração de patrimônios e diversas demandas do setor, que com toda certeza vai fazer a diferença para todos que atuam no segmento em MS. Estamos muito felizes pelos avanços conquistados neste ano e ainda mais animados por tudo que ainda está por vir”, destaca o titular da Secretaria de Estado de Cidadania e Cultura (Secic).

Karina Lima, FCMS

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.